Estive pensando sobre o processo de aprendizado. Como aprender a sonhar? Como é possível capacitar uma pessoa para deixar que sua imaginação e criatividade o leve a sonhar? Como se forma uma mente que cultiva o exercício constante de pegar a borracha para apagar algumas linhas do rascunho chamado SONHO e logo em seguida fazer um novo rascunho chamado SONHO?
Questionar isso tem fundamento, a partir da constatação de que, infelizmente, nós temos o triste hábito de enxergar, nos outros, os nossos próprios defeitos e ver, nas outras pessoas, o comportamento que nós temos.
É #FATO#! Aquilo que ensinamos é exatamente aquilo que nós mesmos mais precisamos aprender. Aquilo que cobramos dos outros é justamente aquilo que nós mesmos mais precisamos lembrar a nós mesmos. Os mentirosos cobram a verdade. Os inseguros cobram a perfeição. Os covardes, a atitude. Quem esconde e manipula acaba cobrando transparência.
Faz parte da natureza humana. O ingrediente “egoísmo” tem peso na receita do bolo chamado homem. Faça um exercício enquanto lê esse texto e recorde quando você descobriu uma forma de inserir uma função ou uma fórmula de cálculo na planilha EXCEL do relatório de vendas para seu gerente e, imediatamente, ocultou a macro e protegeu a planilha pra não dividir com ninguém seu mérito! Espertão!!!
Lembre que em algum momento, você leu a respeito de um novo processo que irá reduzir o custo de fabricação da empresa em que trabalha e, percebendo que ninguém mais viu, espera a platéia de uma reunião com todos os supervisores e, aí sim, fala sobre sua brilhante idéia. De quebra você mata de inveja seus colegas e ainda baba o ovo do Diretor! Ahh moleque!!!
Putz! Como é que fica o tal aprendizado? Se ninguém quer ensinar o pulo do gato com medo de perder sua posição, o que resta pra essa galera que tá entrando? Como criar o criativo? O que fazer pra inspirar uma equipe, se você esconde o jogo?
Amigo, vou te dizer uma coisa: corrija logo essa postura, pois na mesma receita que leva uma xícara de “egoísmo”, a natureza acrescentou uma colher de chá de “sagacidade” e uma pitada de “perseverança”. Pior: os caras aprendem com os erros de quem tá em cima e aí sim tomam o seu lugar, passam por cima da hierarquia e te atropelam sem dó nem piedade.
Eles aprendem rápido que não são as novidades da vida que devem moldar a sua trajetória e dizer para onde devem evoluir, mas sim eles é que devem procurar pelas novidades que podem fazer da sua vida uma realidade.
Não pense que ofertando Treinamento você está minimizando seu problema, porque a procura do conhecimento é demanda de curva ascendente e cursos e treinamentos representam apenas 20% dessa equação. A mais importante variável que afeta o desempenho das pessoas é o ambiente de trabalho e o cotidiano. 70% do aprendizado se dá “on the job”; os 10% restantes vem de outras ações – viagens, leituras, terapias, etc...
Fui alçado a cargo gerencial muito cedo em minha carreira e apanhei muito por conta desse contexto do medo e do sentimento de sobrevivência dos meus pares e dos meus superiores. Abriam meia porta e tive que meter o pé pra escancarar oportunidades.
Devo isso a minha formação familiar e a minha geração que tinha uma opinião bem radical. Com 90% da “X” e 10%, Baby Boommers, eu tinha a emoção instalada na minha alma, pois o choro das guitarras inconformadas e entusiastas de grupos como Pink Floyd, Uriah Hepp, Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin, ainda zoavam na minha cabeça.
Ídolos como Ritchie Blackmore e Jimmy Page me lembravam nas músicas, mas principalmente no riff de “Smoke on the Water” e ”Stairway to Heaven”, que dificuldades traziam oportunidades para o paraíso.
Aprendi logo que ninguém é medido pelas coisas que fez. Todos são medidos por aquilo que deixam de fazer.
Aprendi que “aprender” para acumular conhecimento é apenas uma expressão e não tem valor algum. Conhecimento só faz sentido se transformado em ação, criação e construção de coisas novas para si e para os outros. Do contrário, é tão somente informação.
Aprendi que eu não queria ser o mensageiro, mas sim a mensagem.
E você?
O que você pode fazer para se doar para os outros?
Para de assistir essa droga alienante do BBB-12 e observe o verdadeiro reality show a sua volta. Veja o que as pessoas precisam. Abra os seus olhos para perceber o que elas não conseguem fazer, e faça por elas. Envie a elas boas idéias com freqüência e consistência, indique negócios, indique coisas que as ajudem a se desenvolver como seres humanos.
Se ofereça para ajudar em algum projeto que não anda pra frente por falta de braços, corações e mentes.
Faça palestras, escreva artigos, levante o seu blog, empreste livros, compartilhe suas revistas, suas planilhas, seus documentos.
Ajude as pessoas a olhar o mundo com otimismo. Capacite gente distribuindo você mesmo. Você vai aprender mais do que ensinar.
AGORA, se você acha que já sabe o bastante, não precisa passar nada adiante e está em paz com seu espaço no mundo, então, parabéns! Você está oficialmente morto! #FICAADICA#
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