quarta-feira, 6 de junho de 2012

QUEBRANDO O PORQUINHO


Quando comecei a rabiscar os tópicos que eu gostaria de abordar nesse texto, de cara passei a tesoura no ego para não correr o risco de tentar escrever um tratado de economia e nem exercitar a futurologia que, ao final das contas, não têm utilidade preditiva nenhuma para estabelecer qual é o melhor investimento ou a maior furada financeira nesse momento no Brasil.
Afinal, somos um País de técnicos de futebol e, claro, todos nós arriscamos um conselho para um amigo ou um parente, utilizando nossos “fartos” conhecimentos de economia. Mas vamos ao que interessa para analisar apenas a constatação dos fatos e dados disponíveis na imprensa, web e alguns estudos de especialistas.
Depois de quase meio século, alguém teve peito para mexer numa “instituição” brasileira: a poupança.
Parabéns à Presidenta Dilma Rousself, não pela lógica econômica do ato (manutenção da atratividade dos títulos da dívida pública), mas pela disposição política de alterar um traço cultural do País.
Desde 1861, quando foi instituída pelo Decreto nº 2.723, a poupança teve fixada sua remuneração em 6% ao ano. Alterada em 1964, ganhou uma parceira de remuneração – a correção monetária – até ter a versão final em 1991, que soma os juros fixos de 0,5% ao mês com a TR (Taxa Referencial).
As novas regras da poupança, anunciadas pelo Governo no início de Maio, determinam que sempre que a Selic ficar em 8,5% anuais ou menos, o rendimento da “nova” poupança vai render 70% da Selic, mais a TR.
Dia 30 de Maio, a casa caiu. O Banco Central cortou a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, indo de 9% para 8,5% ao ano.
Na teoria, a cruzada contra “a lógica perversa” do setor financeiro deflagrada pela Presidenta Dilma, é correta na medida em que os juros altos dificultam o crescimento da economia.
Na prática, há pouco impacto na vida do cidadão comum e de quem precisa usar o cheque especial ou cartão de crédito. Só um baita embaraço para explicar que ainda vale a pena abastecer o porquinho. Porque é justamente o cidadão comum, basicamente os de menor renda, que formava o público fiel da “caderneta de poupança”.
Por outro lado, os gurus de plantão enumeram uma penca de razões para apostar as fichas no mercado de ações – o custo de oportunidade de investir em ações diminui, proporcionando um impulso para esse mercado – e no mercado imobiliário.
Quanto às ações não vou me arriscar: não tenho dados nem expertise para isso. Já o mercado imobiliário, dá para fazer uma fezinha.
Nas grandes cidades os preços só fazem subir e as construtoras experimentam um momento único de euforia. Das metrópoles ao interior, canteiros de obras pontilham o tecido urbano numa oferta que, como os preços mostram, não dá conta da demanda.
Antes mesmo da série histórica de reduções dos juros, o mercado já demonstrava esse vigor. Com a queda dos juros imobiliários então, associadas a um ambiente macroeconômico favorável ao crescimento da renda, a expectativa é de expansão da oferta de crédito e de grandes oportunidades em real estate.
O índice FipeZap que mede a valorização mensal do mercado imobiliário em algumas das grandes cidades brasileiras, aponta uma desaceleração nos preços. O composto nacional valorizou apenas 0,9% no mês de Maio/2012.
Contudo, entre Janeiro de 2008 até Maio deste ano, os imóveis na capital paulista sofreram valorização de 138%. No Rio de Janeiro, o mesmo período registrou um aumento de 172%. Desaceleração ainda é crescimento.
Transporte esse quadro para o Espírito Santo... para a Região Metropolitana da Grande Vitória... mais precisamente, para Vila Velha.
Itapoã e Praia da Costa sofreram valorização de 11,3% nos últimos 6 meses. Itaparica, 9,8%.... NOS ÚLTIMOS SEIS MESES.
Até 2017, só nesses bairros, serão mais 36 mil pessoas. 74% dos imóveis em construção naquela área já estão vendidos.
Isso é prova de que os investidores dos 2 grandes shoppings que estão sendo construídos na região não estão doidos. Eles estão baseados em premissas demográficas e socioeconômicas que demonstram as transformações pelas quais passará a demanda habitacional em Vila Velha. E aí? Esse monte de número não é convincente? Tem mais então!
Tá rodando nas redes sociais um comparativo bastante ilustrativo.
Quem comprou um carrão em 2007 por R$130 mil, não consegue vendê-lo agora por R$70 mil e ainda pagou R$18 mil de IPVA.
No mesmo ano, quem comprou um apto de R$70 mil, hoje tem um patrimônio no valor de R$130 mil e ainda faturou R$72 mil de aluguel.
Tá na dúvida ainda? Ahhh... tem o caso da Encol! Em 1999, né?
Amigo! O risco desse pesadelo é o mesmo do seu banco quebrar. É a mesma coisa que pensar que o Governo não vai honrar o pagamento da dívida pública. Ou seja, o risco é baixíssimo.
A saúde das construtoras, que movimenta em sua cadeia produtiva R$215 Bilhões e representa 6% do PIB, diz muito sobre o estado da economia. A construção civil emprega 10% da população economicamente ativa. Os investidores estrangeiros estão enlouquecidos pelos papéis das empresas do segmento que têm capital aberto. Não é um setor perfeito, mas nenhum outro é. Tem problemas a serem resolvidos e os novos modelos de gestão e governança estão sendo cada vez mais difundidos.
Como eu disse: fatos, dados e constatação. Além do mais, o pai do meu pai, e o meu pai me diziam que comprar imóvel era a melhor coisa.  Acredito neles. Que visão!
Eu quebrei meu porquinho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CAPACITAR PESSOAS

Estive pensando sobre o processo de aprendizado. Como aprender a sonhar? Como é possível capacitar uma pessoa para deixar que sua imaginação e criatividade o leve a sonhar? Como se forma uma mente que cultiva o exercício constante de pegar a borracha para apagar algumas linhas do rascunho chamado SONHO e logo em seguida fazer um novo rascunho chamado SONHO?
Questionar isso tem fundamento, a partir da constatação de que, infelizmente, nós temos o triste hábito de enxergar, nos outros, os nossos próprios defeitos e ver, nas outras pessoas, o comportamento que nós temos.
É #FATO#! Aquilo que ensinamos é exatamente aquilo que nós mesmos mais precisamos aprender. Aquilo que cobramos dos outros é justamente aquilo que nós mesmos mais precisamos lembrar a nós mesmos. Os mentirosos cobram a verdade. Os inseguros cobram a perfeição. Os covardes, a atitude. Quem esconde e manipula acaba cobrando transparência.
Faz parte da natureza humana. O ingrediente “egoísmo” tem peso na receita do bolo chamado homem. Faça um exercício enquanto lê esse texto e recorde quando você descobriu uma forma de inserir uma função ou uma fórmula de cálculo na planilha EXCEL do relatório de vendas para seu gerente e, imediatamente, ocultou a macro e protegeu a planilha pra não dividir com ninguém seu mérito! Espertão!!!
Lembre que em algum momento, você leu a respeito de um novo processo que irá reduzir o custo de fabricação da empresa em que trabalha e, percebendo que ninguém mais viu, espera a platéia de uma reunião com todos os supervisores e, aí sim, fala sobre sua brilhante idéia. De quebra você mata de inveja seus colegas e ainda baba o ovo do Diretor! Ahh moleque!!!
Putz! Como é que fica o tal aprendizado? Se ninguém quer ensinar o pulo do gato com medo de perder sua posição, o que resta pra essa galera que tá entrando? Como criar o criativo? O que fazer pra inspirar uma equipe, se você esconde o jogo?
Amigo, vou te dizer uma coisa: corrija logo essa postura, pois na mesma receita que leva uma xícara de “egoísmo”, a natureza acrescentou uma colher de chá de “sagacidade” e uma pitada de “perseverança”. Pior: os caras aprendem com os erros de quem tá em cima e aí sim tomam o seu lugar, passam por cima da hierarquia e te atropelam sem dó nem piedade.
Eles aprendem rápido que não são as novidades da vida que devem moldar a sua trajetória e dizer para onde devem evoluir, mas sim eles é que devem procurar pelas novidades que podem fazer da sua vida uma realidade.
Não pense que ofertando Treinamento você está minimizando seu problema, porque a procura do conhecimento é demanda de curva ascendente e cursos e treinamentos representam apenas 20% dessa equação. A mais importante variável que afeta o desempenho das pessoas é o ambiente de trabalho e o cotidiano. 70% do aprendizado se dá “on the job”; os 10% restantes vem de outras ações – viagens, leituras, terapias, etc...
Fui alçado a cargo gerencial muito cedo em minha carreira e apanhei muito por conta desse contexto do medo e do sentimento de sobrevivência dos meus pares e dos meus superiores. Abriam meia porta e tive que meter o pé pra escancarar oportunidades.
Devo isso a minha formação familiar e a minha geração que tinha uma opinião bem radical. Com 90% da “X” e 10%, Baby Boommers, eu tinha a emoção instalada na minha alma, pois o choro das guitarras inconformadas e entusiastas de grupos como Pink Floyd, Uriah Hepp, Deep Purple, Black Sabbath e Led Zeppelin, ainda zoavam na minha cabeça.
Ídolos como Ritchie Blackmore e Jimmy Page me lembravam nas músicas, mas principalmente no riff de “Smoke on the Water” e ”Stairway to Heaven”, que dificuldades traziam oportunidades para o paraíso.
Aprendi logo que ninguém é medido pelas coisas que fez. Todos são medidos por aquilo que deixam de fazer.
Aprendi que “aprender” para acumular conhecimento é apenas uma expressão e não tem valor algum. Conhecimento só faz sentido se transformado em ação, criação e construção de coisas novas para si e para os outros. Do contrário, é tão somente informação.
Aprendi que eu não queria ser o mensageiro, mas sim a mensagem.
E você?
O que você pode fazer para se doar para os outros?
Para de assistir essa droga alienante do BBB-12 e observe o verdadeiro reality show a sua volta. Veja o que as pessoas precisam. Abra os seus olhos para perceber o que elas não conseguem fazer, e faça por elas. Envie a elas boas idéias com freqüência e consistência, indique negócios, indique coisas que as ajudem a se desenvolver como seres humanos.
Se ofereça para ajudar em algum projeto que não anda pra frente por falta de braços, corações e mentes.
Faça palestras, escreva artigos, levante o seu blog, empreste livros, compartilhe suas revistas, suas planilhas, seus documentos.
Ajude as pessoas a olhar o mundo com otimismo. Capacite gente distribuindo você mesmo. Você vai aprender mais do que ensinar.
AGORA, se você acha que já sabe o bastante, não precisa passar nada adiante e está em paz com seu espaço no mundo, então, parabéns! Você está oficialmente morto! #FICAADICA#

sábado, 7 de janeiro de 2012

INSPIRAR UMA VISÃO


A IBM ao divulgar seu relatório anual “5 in 5”, cita cinco tecnologias que ela acredita que existirão nos próximos 5 anos. Dentre elas, a leitura de mente permitirá ao usuário associar sua mente a algum aparelho eletrônico. Uauuuu! É a bioinformática em ação.
Eric Schimidt, presidente do Conselho de Administração do Google, mesmo sem comentários mais incisivos a respeito do “Google X” – o laboratório secreto do Google – disse que “a coisa mais importante que o X trabalha é um carro que dispensa motorista”. Larry Page é duca.... não é ficção científica. É pura questão de tempo.
Agora pare e imagine quantas pessoas estão envolvidas nessas criações. Dezenas, talvez centenas de auxiliares, técnicos, cientistas, pessoal de suporte, blábláblá.... muita gente em torno do sonho de alguém. Alguém que compartilhou uma visão, alguém que vendeu uma idéia.
No filme A SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS, dirigido por Peter Weir, Robin Williams interpreta o professor substituto de literatura da Welton Academy, uma das mais tradicionais e conservadora escola preparatória dos Estados Unidos, localizada em Vermont. John Keating, seu personagem, bagunça literalmente a estrutura da escola, ao delinear formas diferentes de ver a vida.
Em uma cena, ao citar trechos da obra de Shakespeare – um pé no saco para a maioria das mentes juvenis – Keating convida os alunos a experimentar o texto de uma forma diferente.
Subiu em cima da mesa e disse que “devemos olhar constantemente as coisas de maneira diferente; “o mundo parece diferente visto daqui” completa ele antes de orientar os alunos a fazerem o mesmo. “Subam na mesa e vejam”, e todos vêem a sala de aula de outro ângulo.
O que ele quis inspirar aqui? Nada mais, nada menos, do que uma visão mais ampla da vida através da cultura. Que ao ler, os alunos não tivessem na mente apenas o que o autor pensa, mas sim o que eles pensam, esforçando-se para achar a própria voz.
Por quê? Porque da Welton Academy saem as cabeças que vão ocupar os bancos de Harvard, Princeton e Yale e tendem a ocupar posições de liderança em áreas como direito, política ou de negócios. O cara não tinha nada de porralouca.... a visão dele era o futuro de uma nação em mãos de pessoas desprovidas de dogmas, paradigmas e outras baboseiras que costumam florescer nos cabeçudos que gerenciam empresas, departamentos, sem falar dos governantes medíocres que elegemos.
No meio corporativo, que é minha praia, a maioria absoluta dos gerentes manda o funcionário suar o cérebro, colocar a alma para trabalhar pela empresa e “vestir a camisa” – odeio essa expressão – em palestras motivacionais copiadas da internet, mas não se preocupam em desenvolver talentos (podem tomar o lugar deles) e não oferecem um rumo para o “colaborador”. São tão somente os capatazes que falam em nome do “homem”, do “patrão”, e em nome dele se autonomeiam fiscais da censura, ou da vida alheia.
Vender uma idéia, um sonho, uma visão? Esses caras nem pensam nisso. Não sonham! Não tem essa capacidade e só repetem como papagaios o que a consultoria bacana determinou. Sem contestar.
Para compensar esse ridículo desempenho, são mestres na fofoca. É uma forma de sobrevivência, de autodefesa, sem dúvida. Podem chamar de deformação de caráter, doença social, esperteza, etc. Eu diria que é um salto evolucionário que permitiu aos macacos humanos viverem em grandes grupos, sociais e corporativo.
A esses preconceituosos que acham o funcionário um tapado, um recado: dá uma peneirada e vocês irão encontrar uma galera muito boa nas empresas esperando uma oportunidade de participar de alguma coisa bacana. Uma turma que quer ter responsabilidades maiores do que está escrito nas instruções de trabalho. Gente disposta a correr atrás de RESULTADOS. Basta saberem pra onde estão indo.
SUBAM EM CIMA DA MESA e convidem seus funcionários para compartilharem essa visão diferente da empresa. Achem sua própria voz! Sonhem! Materializem essa visão em ação! Inspirem a molecada a mudar o rumo do seu negócio. Vocês ganham, eles crescem!

DESAFIANDO O PROCESSO


Imagine se Steve Jobs desse ouvido aos especialistas, imprensa e uma parte dos consumidores que, em urros de protesto, reclamavam da falta do drive de disquete no iMac. Opa... para muitos, a palavra disquete não significa nada, mas a galera da geração X sabe muito bem o desespero quando uma coisinha daquela agarrava dentro da CPU. Deeeeeeeeeuuuus que me livre!!!
Diziam as publicações especializadas da época do lançamento: “O iMac é limpo, elegante, livre do drive de disquete – e está condenado ao fracasso.”
Amigo! A máquina com cores de frutas e design arredondado foi um mega-sucesso. Vendeu mais de 6 milhões de unidades, transformou-se em fenômeno cultural e, em 1.998, foi o primeiro computador a usar o padrão USB.
Isso se chama DESAFIAR O PROCESSO. Isso significa dizer “não” quando todos dizem “sim”.
Significa trocar o covarde senso de sobrevivência que vemos usualmente nas corporações, pela segurança em assumir riscos, colocar a cabeça a prêmio, enfrentar o superior que perdeu o rumo da história. Bate no peito meu velho e diga: “eu vou mudar essa droga, por que posso fazer isso ou aquilo melhorar.”
Porque sempre existirá a chance de fazermos de outra forma, ou seja, opções e caminhos diferentes para solucionar um mesmo problema.
Acompanhei, em várias ocasiões e empresas diversas, a substituição de sistemas de gerenciamento, software. Aí o bicho sempre pega. Os consultores do novo sistema são geralmente odiados por aqueles que vão ter que mexer nos “seus” processos. Obsoletos, quase peças de museu, mas os “gerentes” e os “aspones da vida” estão acostumados com aquela coisa. É um cabo de guerra!
Recentemente, vi uma profissional com mais de 30 anos de “neuroexistência” se degladiando com o novo. “Isso não vai funcionar aqui....” ou “...não é assim que fazemos as coisas...” e até “...até agora não precisamos disto...”. Pior de tudo foi assistir a anuência dos executivos da empresa às tresloucadas da velha senhora. Resultado: sistema novo, processo velho. Vai funcionar? NUNCA.
Isso é clichê, mas sabendo que a única constante no mundo é a mudança, você não pode sentar em cima de sua ignorância para dar fôlego ao processo que lhe garante uma vaga no museu dessa cidade corporativa. Quebrar paradigmas é para pessoas corajosas que se questionam, interrogam o futuro, não se conformam apenas com os caminhos que lhe são impostos e SEMPRE escolhem a partir de uma 2ª opção. Ou mais.
Você é o grande promotor das mudanças que sua empresa precisa. Pessoas é que mudam o futuro. Jobs está acima da APPLE. Bill Gates, idem na Microsoft. Você discute LULA x FHC e não o governo, a equipe deles. Ou seja, o indivíduo é o grande responsável pelo mundo. Porque a história fala de pessoas e não de governos, empresas, instituições, blábláblá....
O tiozinho de 80 e tantos anos vai ao laboratório “tal”, porque a colhedora lhe transmite confiança. Sua vizinha comprou uma TV de 42” porque você disse que é legal e tem uma teclinha que faz tudo. Pessoas fazem negócio com pessoas e não com empresas. As pessoas são a causa de tudo! Nessa lógica, você não pode ficar chapado num canto porque ninguém vai fazer por você aquilo que é essencial na nossa vida: DESAFIE O PROCESSO.
Claro que é mais fácil se indignar com as instituições e continuar sendo do terceiro mundo ou quando muito estar em SEGUNDO LUGAR na prova olímpica da sua rotina diária.
Falar mal da polícia, que não faz o seu trabalho para conter a violência. Falar mal da EDUCAÇÃO que provoca desvarios na casa ao lado. Falar mal do SENADO que é corrupto. Falar mal da sua EMPRESA que não atende aos anseios da sua galerinha. Falar mal do colega de trabalho que tá atrapalhando seu setor. Falar mal da LOJA que não te atendeu bem.
Mas atrás da instituição ou das empresas, quem cometeu erros e agiu ilegalmente foram PESSOAS. Como você.
Mexa-se. Diga pra que veio!
"Por que não?"
Por que não experimentar uma nova maneira de falar com as pessoas? Por que não adotar uma nova prática nas próximas reuniões? Por que não experimentar uma nova posição dentro da empresa? Por que não pedir desculpas de vez em quando? Por que não pedir ajuda de vez em quando? Por que não chegar mais cedo amanhã? Por que não dizer ao chefe o que você somente diz ao seu marido? Por que não gostar do que faz e não fazer o que gosta? Por que não colocar AMOR no que faz? Por que não parar de fazer o que você está fazendo e se perguntar para onde esse caminho vai te levar? Por que não alterar aquele procedimento operacional? Por que não arriscar?
Por que não ser o EXEMPLO? 
Então, pra você que tá vendo a vaca ir pro brejo e não está concordando com os rumos ditados pelos pseudo-diretores e gerentes que te coordenam, DESAFIE O PROCESSO. ABRE A TUA BOCA! Diga o que não concorda. Mostre a 2ª opção.  Grite que o IMPOSSÍVEL é uma visão medíocre e covarde perante a vida. Se não der certo, mude de empresa. Aí, onde você está, não tem futuro.



MENTIRINHA CORPORATIVA


Não sou um fanático por futebol, no País do Neymar, mas sou um corinthiano (manooo!!!! Tamo nas cabeça!) que de vez em quando presta atenção nas profundas lições de “como não se deve comunicar” que os cartolas oferecem everyday: “nós não temos interesse nesse jogador porque já temos para a posição, fulano e cicrano – craques que vão dar alegria a nossa torcida”... dias depois, fulano e cicrano são trocados pelo tal jogador; ”a diretoria apóia o trabalho do nosso treinador. Não vamos mudar e vocês seriam os primeiros a serem informados sobre qualquer alteração. Ele está prestigiado.”.... Caramba: essa palavrinha é mágica! Parece passaporte para o inferno astral dos treinadores. O cara vai pra rua menos de uma semana depois.
Pois bem. Sabem de uma coisa? Os cartolas têm platéia no mundo corporativo.
Pior que a escassez de bons executivos faz com que os enganadores, revestidos com a capa de Diretor e escondidos sob o manto de uma pós-graduação (ainda não sei como conseguem), fazem plágio até das palavras e da entonação de voz: “...isso é uma grande mentira! Vocês, colaboradores, nosso grande patrimônio, seriam os primeiros a serem informados sobre isso. Nossa política de gestão de pessoas é premiada e nós nunca faltaríamos com a palavra....”
Estarrecedor. Eu fico “de cara” com esse tipo de atitude, que expressa nada mais nada menos do que um comportamento oportunista. Para a mídia, COLABORADORES; para o dia-a-dia, MÃO-DE-OBRA que não deve saber de nada, ou melhor, não tem que pensar em nada que não seja sua tarefa. Ehhh CAPATAZ! Waldez Ludwig tem espaço pra vocês em suas palestras.
Essa pisada de bola dos pseudo-executivos é bastante comum. Vi e vejo isso constantemente.
A empresa tá quebrando, mas o funcionário não pode suspeitar disso e ninguém assume a responsabilidade de ser transparente, pelo menos com aqueles que podem colaborar em uma possível alavancagem. A organização está sendo vendida, mas isso é intriga da concorrência ou de quem está interessado em tumultuar o mercado. Subavaliam uma dívida e de repente descobrem que erraram, mas a culpa é de quem vendeu a informação – estava mascarada!
Pô... todo mundo tem culpa e os caras não? Enfeitam o pavão, mas não encaram os pés do bicho? Numa demagogia barata, são esses executivos que dizem: “estamos disponibilizando você para o mercado de trabalho”, quando deveriam encarar o sujeito e falar: “você está demitido porque não precisamos mais dos seus serviços”. Cara de pau!!!!
A máxima do relacionamento entre pessoas preconiza que a gente deve se importar com o ser humano, servir de exemplo para os outros. O “dar para receber” aqui, é o princípio da construção de relacionamento com outras pessoas e o princípio da vida. Dê atenção e receba atenção. Diga a verdade e receba de volta compreensão, apoio e sentimentos verdadeiros das pessoas. Pessoas que podem ser seus funcionários, ou colaboradores como queiram. Pessoas que podem ser seu fornecedor, seu cliente ou até mesmo seu concorrente.
O que esses caras precisam entender é que liderança não é uma questão de posição ou herança. É uma questão de assumir responsabilidades que outros não assumem. Uma responsabilidade que a gente precisa ter sobre nós mesmos, e pelos outros que nos cercam.
Ei! Psiu! Engravatados com pose de executivos! Deixem o “embromation” para as rimas do axé. Deixem a MENTIRINHA CORPORATIVA de lado e voltem para os bancos escolares ou pra escola da vida. As empresas vão agradecer. Os funcionários, mais ainda.